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Motéis à venda: entenda por que estabelecimentos fecharam em região considerada a de maior concentração de motéis da América Latina

Atualmente, área conta com 26 motéis, sendo que há dois anos eram 40 estabelecimentos. Tecnologia e adaptações estão entre os diferenciais adotados por empresários de motelaria.

A região de motéis de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, possui a maior concentração desse tipo de empreendimento em toda a América Latina, segundo dados da Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis). No entanto, nos últimos dois anos, cerca de 35% dos empreendimentos faliram ou foram vendidos.

Em 2023, a região contava com 40 estabelecimentos. Atualmente, há 26. Assim, em meio a empreendimentos luxuosos, há estruturas abandonadas e escombros de motéis. Apesar da redução, a região continua tendo o maior índice por metro quadrado.

Ao g1Michael Alves, dono de motel e membro do conselho da ABMotéis, explicou que existe uma divisão entre a nova e a velha motelaria, e alguns fatores relacionados à falta de adaptação às exigências do público atual podem explicar essa decadência.

Contudo, para reinvestir e adaptar os motéis, é necessário planejamento, já que as reformas podem ultrapassar R$ 1 milhão, dependendo das condições estruturais.

Para o economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os motéis, por atuarem na área da hospedagem, dependem de energia, água, lavanderia e limpeza, itens que ficaram mais caros nos últimos anos. Associada a essa alta de custos, uma carga tributária pesada dificulta a manutenção de operações nos motéis menos lucrativos.

André ainda acredita que a falência de algumas peças no sistema moteleiro pode estar associada a uma mudança nos hábitos de consumo.

“As pessoas têm buscado novas formas de lazer, viajado mais ou gastado com experiências diferentes. Plataformas de aluguel por temporada também oferecem alternativas que concorrem com o setor. Além disso, mudanças nos padrões de relacionamento e de consumo acabam influenciando a frequência de clientes nesse tipo de serviço”, disse o economista.

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